GHA é a sigla para General Handling Agent o agente responsável pelo manuseio de carga aérea no aeroporto. É ele quem cuida de tudo que acontece entre a chegada da mercadoria no aeroporto e o embarque na aeronave: aceitação, conferência, documentação, armazenagem e carregamento.
Uma escolha errada nessa etapa compromete toda a cadeia logística. Atrasos, retenções aduaneiras, cargas barradas e multas regulatórias são consequências diretas de um GHA despreparado ou fora de conformidade.
Por isso, antes de fechar contrato, vale avaliar com cuidado. Aqui estão os 4 critérios que realmente importam.
1. Conformidade com ANAC e IATA
O primeiro filtro é a regularidade. Um GHA que opera no Brasil precisa estar em conformidade com as normas da ANAC e alinhado aos padrões da IATA — os dois principais organismos que regulam a aviação civil no país e no mundo.
Na prática, isso significa verificar:
- Se a empresa possui certificações válidas para operação aeroportuária
- Se os colaboradores têm treinamento AVSEC homologado pela ANAC
- Se a equipe é certificada para manuseio de mercadorias perigosas (DGR)
- Se os processos seguem os padrões exigidos pelas companhias aéreas parceiras
2. Experiência em carga internacional
Carga doméstica e carga internacional são operações completamente diferentes. O GHA que vai atender sua demanda precisa ter histórico comprovado em operações internacionais — especialmente se você opera pelo Aeroporto de Guarulhos (GRU), principal hub de cargas do Brasil.
Avalie pontos como:
- Experiência com o fluxo do CCT Aéreo e integração com a Receita Federal
- Conhecimento das exigências de cada companhia aérea parceira
- Capacidade de lidar com diferentes origens e destinos internacionais
- Histórico de operações sem retenções ou inconsistências documentais
3. Capacidade para cargas especiais
Nem toda carga é uma caixa comum. Se a sua operação envolve mercadorias que exigem tratamento diferenciado, o GHA precisa ter estrutura e qualificação específica para isso.
As principais categorias de cargas especiais são:
- DGR — Mercadorias perigosas (baterias, produtos químicos, inflamáveis)
- PER — Perecíveis (alimentos, flores, produtos farmacêuticos com temperatura controlada)
- AVI — Animais vivos
- VAL — Cargas de alto valor
- HUM — Restos mortais
- VUN — Cargas vulneráveis
Antes de contratar, confirme se o GHA tem equipamentos adequados, pessoal treinado e processos certificados para cada tipo de carga que você movimenta.
4. Integração com CCT-Importação
O CCT-Importação é o sistema de mensageria que viabiliza o desembaraço aduaneiro de cargas no Brasil. Um GHA que não domina esse fluxo compromete diretamente a agilidade da liberação da mercadoria e aumenta o risco de retenções desnecessárias na Receita Federal.
O que avaliar nesse critério:
- Se o GHA tem equipe treinada no fluxo de mensageria do CCT
- Se realiza a transmissão correta e no prazo de todos os documentos exigidos
- Se tem histórico de baixo índice de retenções aduaneiras
- Se oferece suporte em caso de divergências ou autuações
Esse é um critério técnico que muitas empresas ignoram na hora de contratar — e que só aparece como problema depois que a carga já está retida.
O que verificar antes de contratar
Antes de assinar qualquer contrato com um GHA, cheque se ele atende a esses 4 pontos:
- Está em conformidade com ANAC e IATA
- Tem experiência comprovada em carga internacional e no aeroporto onde você opera
- Possui capacidade para o tipo de carga que você movimenta
- Domina o fluxo de CCT-Importação e tem baixo índice de retenções
CrossRacer: GHA com experiência e conformidade
A CrossRacer atua como GHA no Aeroporto de Guarulhos desde 2001, com certificações IATA, conformidade com as normas da ANAC e equipe especializada em todos os tipos de carga especial.
Nosso histórico em operações internacionais e domínio do fluxo aduaneiro garantem que sua carga seja manuseada com segurança, agilidade e sem surpresas.
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