A retenção de carga em aeroportos é mais comum do que parece e quase sempre poderia ser evitada. Na maioria dos casos, o problema não está na mercadoria em si, mas em falhas de documentação, embalagem ou classificação que passam despercebidas antes do embarque.
Conhecer esses erros com antecedência é o que separa uma operação eficiente de um prejuízo desnecessário.
1. Documentação incompleta ou incorreta
É o erro mais comum. Qualquer divergência entre o que está declarado no AWB (Air Waybill) e o conteúdo físico da carga pode gerar retenção imediata pela Receita Federal ou pela companhia aérea.
Fique atento a:
- Nome e endereço do remetente e destinatário incorretos
- Descrição genérica ou imprecisa da mercadoria
- Valor aduaneiro declarado errado
- Falta de invoice comercial, packing list ou certificados exigidos
2. Classificação incorreta de mercadorias perigosas (DGR)
Produtos como baterias de lítio, perfumes, tintas, extintores e produtos farmacêuticos são classificados como mercadorias perigosas (DGR). Enviá-los sem a devida declaração e embalagem homologada é infração grave, e garante a retenção imediata.
A norma que rege isso é a IATA DGR, e o não cumprimento pode resultar em multa, apreensão da carga e até impedimento da empresa de operar no aeroporto.
3. Embalagem inadequada
A embalagem precisa ser aprovada para transporte aéreo. Caixas danificadas, lacres violados, peso mal distribuído ou ausência de marcação obrigatória são motivos frequentes de recusa na aceitação da carga.
Para cargas especiais, como produtos perecíveis, animais vivos ou cargas de alto valor, os requisitos são ainda mais específicos.
4. Falta de conformidade com as normas da ANAC
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estabelece regras claras para o transporte aéreo de cargas no Brasil. Operadores que não seguem as normas do RBAC 175, por exemplo, ficam sujeitos a penalidades e à retenção da mercadoria.
Estar em conformidade com a ANAC é pré-requisito para operar.
5. Problemas no CCT-Importação
O fluxo de mensageria do CCT (Canal de Conferência Aduaneira no Transporte) é fundamental para o desembaraço de cargas importadas. Erros no preenchimento, divergência entre NF e documentos de transporte ou falta de integração entre o agente e o sistema aduaneiro travam o processo e geram retenções na Receita Federal.
6. Carga sem rastreamento ou manifesto incorreto
O manifesto de carga é o documento que relaciona tudo que está a bordo de uma aeronave. Qualquer inconsistência entre o manifesto e a carga física pode acionar uma conferência obrigatória, com risco de atraso ou bloqueio.
Como evitar esses problemas?
A melhor forma de evitar retenções é contar com um GHA experiente, que domine os trâmites aduaneiros, mantenha certificações IATA e ANAC atualizadas e garanta que toda a documentação seja conferida antes do embarque.
Na CrossRacer, realizamos o manuseio, manifesto e conferência de cargas com total conformidade regulatória — para que sua carga chegue ao destino sem surpresas.
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